Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Augusto Inácio em Part-Time



Poupem-me aos comentários sobre o profissionalismo da pessoa em questão (que o é, sem dúvida), mas a situação actual de Augusto Inácio não lembra a ninguém. Fosse eu adepto do Moreirense, estaria indignado com a situação do meu clube e sobre quem o gere. Correndo um sério para descer de divisão, a cabeça do treinador deveria estar somente focada na sua equipa. E, como se tem visto ultimamente, Inácio está mais preocupado com as funções que irá ter no clube de Alvalade na próxima temporada, do que com o próprio clube em questão.
Das duas uma, ou o (ainda) treinador do Moreirense não assumia, durante as eleições, a sua posição na lista de Bruno de Carvalho, salvaguardando a sua imagem e a do clube que representa, ou, em condição mais extrema, apresentava a demissão do cargo de treinador, mal fosse eleito. Esta situação, apresentada desta forma, não pode, nunca, deixar os adeptos do Moreirense satisfeitos e, já agora, os sportinguistas, que também contam com um director em período de part-time no clube.

Sábado, 13 de Abril de 2013

Incapaz


Incapacidade. Táctica, Mental e Verbal. É quase absurda a forma como Vítor Pereira, treinador do FC Porto, analisa determinadas partidas da sua equipa. Não sendo totalmente ingénua a forma como o faz, percebe-se, claramente, que existe também uma grande incapacidade do treinador do Porto para lidar com o exterior (i.e. comunicação social). É quase absurda a forma como faz a leitura posterior do jogo com o SC Braga, a contar para a final da Taça da Liga. Não fica bem a um treinador, que perdeu justamente, vir-se queixar sempre de algum pormenor do encontro, que possa ser considerado como decisivo. O penalty e consequente expulsão de Abdoulaye não deixa dúvidas a ninguém. Vítor Pereira, naturalmente, refugiou-se no lance capital do encontro para tentar justificar o injustificável, que seria o merecimento da vitória do Porto no encontro. As chamadas desculpas de mau-perdedor, que tão bem lhe assentam.
É desgastante ouvir o treinador do Porto, semana após semana, falar de algo que tente justificar a sua forte incapacidade para estar no posto que ocupa. Hoje voltou a errar. Falhou na aposta em Abdoulaye, errou, como já é seu hábito, nos timmings das substituições e voltou a deixar no ar a ideia de que não consegue ter argumentos para combater certas adversidades que se atravessam à frente da sua equipa durante o jogo (salve-se o golpe de sorte de Kelvin no último jogo do campeonato, precisamente contra o Braga - facto que não se verificou, naturalmente, pela segunda vez).
Hoje, ficou provado que falta algo a Vítor Pereira. Para além da falta de qualidade para o posto que ocupa, demonstrou não ter carácter para assumir os seus erros e dar a cara pela equipa, na hora da derrota. Vai, se nada de anormal acontecer, sair pela porta pequena, sem honra, nem dignidade e com uma postura de um treinador frágil. E tudo por culpa própria.

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013

Hugo Viana, André Gomes e os médios de transição

Post publicado no blogue "Visão de Mercado": http://visaodemercado.blogspot.pt/2013/02/seleccao-nacional-hugo-viana-andre.html


A recente convocatória de André Gomes à Seleção A de Portugal suscitou algumas críticas, por parte de um restrito grupo de adeptos. Sendo demasiado jovem e com pouco menos de um ano de experiência sénior, pareceu, no entender de muita gente, que esta convocatória tenha sido prematura e arriscada. E esta posição acaba por ser compreensível. Apesar da maturidade que revela em campo para tomar decisões e a capacidade para pegar no jogo da equipa, André Gomes tem ainda muitas lacunas para resolver, próprias de um jovem de 19 anos de idade.
Teria sido, como muitos defendem, mais merecido que um jogador como Hugo Viana tivesse sido chamado à equipa principal. E, provavelmente, pela experiência e minutos jogados, o jogador do SC Braga merecesse mais a chamada. No entanto, a questão aqui acaba por ser outra para Paulo Bento: Hugo Viana não é, nem nunca será alguém capaz de jogar em transição. Um jogador que saiba conduzir a bola com os pés e que tenha facilidade para se encaixar num esquema tão estruturado como é o 4-3-3. O médio do SC Braga é um excelente jogador, não se duvide. Mas que não encaixa, nem nunca se vai conseguir encaixar no esquema de Paulo Bento. Viana é um jogador posicional, que se faz valer da visão de jogo e capacidade de passe longo para conseguir dar mobilidade à sua equipa.
Isto, logicamente, é algo impensável para o estilo de jogo português atualmente.
Em Portugal, nesta altura, apenas podem entrar para o meio-campo mais ofensivo, jogadores que saibam fazer essas chamadas "transições" com a bola nos pés e em estilo de jogo progressivo. Daí que João Moutinho, Raúl Meireles, André Gomes e até o suplente de Viana, Rúben Micael, sejam sempre opções mais viáveis para o posto. Não pela qualidade, mas pelo que podem oferecer ao jogo português.
Acabam por ser, no fundo, peças que se encaixam num esquema oleado e montado em função de um estilo de jogo que já dura há muitos anos e que, tendo em conta as características dos jogadores portugueses que vão saindo das camadas jovens, está aqui para ficar. 

PS: Com este texto não quero defender a aposta recorrente neste esquema, que, a meu ver, deveria ter uma alternativa.

PS1: Falando-se de médios de transição, continua a faltar na convocatória portuguesa um dos melhores, que também deveria estar à disposição de Paulo Bento: falo, claro, de Manuel Fernandes.

Sábado, 9 de Fevereiro de 2013

Regresso do Blogue

Bom dia. Depois de uma prolongada ausência, volto a escrever no meu blogue pessoal. Todos os comentários e opiniões construtivas serão sempre bem recebidos. Serve também para esclarecer que a partir de hoje, neste site, será utilizado o novo acordo ortográfico.

Obrigado e até já,
Mário Cagica Oliveira

Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Sobre James Rodríguez


No dia 28 de Outubro de 2011 publicava um texto (ver AQUI) sobre James Rodríguez. Desde que chegou, sempre foi o jogador que mais me chamou à atenção na equipa do FC Porto. Até mais do que Hulk. James é especial. Tem um talento fora do vulgar e uma capacidade requintada para controlar a bola. A bola sai sempre bem tratada, quando abandona os pés do colombiano. Agora vê-se bem que, sem Hulk, o Porto sobrevive. Provavelmente, até joga melhor. Há mais James e mais equipa. Não coloco as fichas todas no Porto, para já, porque o Benfica também tem cumprido no campeonato. Mas não tenho dúvidas de que, neste momento, e até final, o Porto vai brindar os seus adeptos com mais futebol espetáculo, como se tem visto, até agora.
Para os que duvidavam de James, têm agora a resposta: está é o melhor jogador do nosso campeonato e o ativo mais valioso, em Portugal. E o resto é conversa.

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012

E Tudo o Zenit Levou

Artigo publicado no site "Record" no dia 4 de Setembro de 2012: 



Em termos práticos e se o mercado de transferências ainda não estivesse encerrado em Portugal, as transferências de Witsel e Hulk para o Zenit eram importantes mais-valias para o bem-estar económico de Benfica e Porto. A questão que me parece saltar à vista de todos é que tanto uma como a outra equipa acabam por ficar extremamente enfraquecidas com estes dois negócios. Do ponto de vista desportivo, é óbvio que foram dois negócios ruinosos para o futuro das duas equipas.

A saída de Hulk para o Zenit, apesar de o facto de ter sido avaliada em inacreditáveis 60 milhões de Euros, traduz para Vítor Pereira uma enorme complicação na forma como irá preparar toda esta nova temporada. Isto porque o brasileiro, pese embora alguma irregularidade em determinados jogos ou excessivas perdas de bola, em situações de ataque, era o elemento mais desequilibrador desta equipa do Porto. Em Portugal, há muito que não se via um jogador assim. Capaz de desbloquear certos jogos e com uma impressionante facilidade para marcar e assistir muitos golos. Hulk foi uma descoberta “incrível”, por parte do Porto, que acaba por render imenso, tanto desportivamente, como, agora, financeiramente. Em relação ao modelo de jogo, não me parece que Vítor Pereira tenha capacidade para inverter alguma coisa. O esquema do Porto está montado há muitos anos e, independentemente da qualidade de Hulk, a sua saída é vista apenas como uma troca de peças no modelo táctico da equipa (4-3-3).

Daí que me pareça que, neste momento, o Porto, colectivamente, não se vai ressentir desta ausência. Sai um. Entra outro. Nada muda. Individualmente, sim, a equipa do Porto vai sentir muitas dificuldades. Actualmente, olhando para as extremidades da equipa, vejo apenas um jogador com capacidade de desequilibrar jogos, de forma constante: é ele James Rodríguez. Não acho que Atsu, tal como Kelvin ou Iturbe, já estejam no momento certo para explodirem de vez e Silvestre Varela é, como sempre, uma grande incógnita. Isto para além do facto de que na frente de ataque não há nenhum Falcao e Jackson Martínez ainda tem muito para pedalar para chegar, sequer, a metade do rendimento do seu colega colombiano.

Em relação ao Benfica e à saída de Witsel, a situação também não é mais animadora. Creio que, nesta altura, Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira ainda estão a reflectir sobre o facto de terem deixado sair Javi García e não ter ido buscar ninguém para o meio-campo. Isto porque, nesta altura, as contas são bem simples: o Benfica tem 1 trinco apenas (que é Matic), dois médios ofensivos (Aimar e Carlos Martins) e jogadores da equipa B (fala-se em André Almeida e André Gomes). Não gosto de incluir neste lote Bruno César ou Gaitán, porque não me parecem ser jogadores com aptidão para jogar no centro do terreno. É um dado adquirido que, neste momento, Matic é importantíssimo para o Benfica. Sem ele, o Benfica perde o elemento que garante todo o equilíbrio da sua equipa. Viu-se bem, no último jogo na Luz, como é que o Benfica se comportou sem uma referência defensiva no seu meio-campo. Na primeira-parte, a equipa de Jesus não conseguiu impor o seu jogo e, em determinados momentos, era mesmo o Nacional da Madeira que geria a posse de bola no Estádio da Luz. A entrada de Matic veio revolucionar o meio-campo do Benfica e provar que o Benfica necessita de jogar, quase sempre, com um trinco. Daí que, se Matic não jogar, este ano, o Benfica só pode recorrer um jovem da equipa B. Em relação ao restante meio-campo, com a saída de Witsel, fica praticamente certo que o Benfica vai alinhar como Jorge Jesus sempre preferiu: com dois avançados, dois extremos e um médio ofensivo nas suas costas. Carlos Martins, Aimar, Gaitán ou Bruno César é que irão ter as honras de organizar o meio-campo do Benfica. Goste-se ou não (eu não gosto particularmente), neste momento, o Benfica só vai poder jogar assim, regularmente. É um esquema que dá garantias ao ataque do Benfica, mas que causa muitos problemas à defesa, que se vê, muitas vezes, descompensada com tanto pendor ofensivo. Jesus vai ter sucesso em grande parte dos jogos do campeonato. Mas tenho sérias dificuldades em acreditar que o Benfica vá ter sucesso em jogos de nível mais elevado ou que exijam mais cuidados em termos defensivos.

O dia de ontem foi histórico para o futebol português a nível financeiro. Foi impressionante e surpreendeu toda a Europa. Mas também aumentou o interesse no campeonato português. O Sporting CP e o Braga devem estar, neste momento, a agradecer o enfraquecimento dos seus mais directos rivais e as equipas do Benfica e do Porto procuram agora novas soluções, que permitam esconder o seu mais do que evidente enfraquecimento. O campeonato está lançado!

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

A Evolução no Futebol Português

Artigo publicado no site "Record" no dia 23 de Agosto de 2012: 
http://www.record.xl.pt/opiniao/leitores/interior.aspx?content_id=774729  

Somos um povo insatisfeito. Gostamos sempre de ter mais e de nos equiparar aos melhores. Não somos grandes em tamanho, mas procuramos sempre transcendermo-nos e eliminar todas essas diferenças que possam existir. Nós, portugueses, somos ambiciosos e gostamos de ser os melhores. No entanto, por vezes, isso não é possível. E é por isso mesmo que temos sempre tanto para dizer e imenso para aperfeiçoar.

Esta realidade não é diferente, quando falamos do Desporto praticado em Portugal. Viu-se toda essa exigência, recentemente, nos Jogos Olímpicos e continuar-se-á a ver sempre que participarmos numa qualquer competição oficial. A competitividade e a exigência são características que nos estão inatas e são elas que nos ajudam a ser cada vez melhores. Daí que me pareça que faz falta, a grande parte dos portugueses, um pequeno exercício de memória. Está na hora de olharmos em redor e perceber que, nos últimos anos, o desporto nacional (claro que falo em particular do Futebol) teve uma evolução muito positiva.
Obviamente que ainda estamos muito longe de ser perfeitos. Ainda há demasiada atenção concentrada no Futebol, o que acaba por provocar um completo esquecimento em quase todos os restantes desportos de alta competição (volto a chamar a atenção para a realidade da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos e para a falta de apoios que a grande maioria dos atletas têm durante todos os anos precedentes à competição). Mas como nem todos os artigos de opinião devem registar apenas o levantamento de questões negativas, neste texto queria chamar a atenção do leitor para alguns factores que, por vezes, caem no esquecimento da maioria dos portugueses. 
Desde logo, pelo facto de o nosso futebol estar ao nível dos melhores do Mundo. O melhor treinador, como se sabe, é português, o melhor jogador do Mundo (ou segundo melhor, depende das perspectivas) também é português e a grande maioria dos nossos internacionais são todos de “craveira internacional”. Esta conversa já não é nova, mas é sempre bom relembrar, porque há muita gente que se esquece (ou faz por esquecer) tudo aquilo que de bom os portugueses têm conquistado lá fora. E se, no exterior, já é dado o devido valor ao português, por cá estamos, finalmente, a enveredar por esse caminho também (por mais incompreensível que isto possa parecer, só começamos a dar valor ao que temos, quando há alguém, lá fora, que reconhece o nosso talento). É apreciável que finalmente, ao nível do corpo técnico, tenhamos dado primazia ao treinador português, em relação ao estrangeiro. E o resultado está à vista, tanto a nível interno, como externo.
Sei que o que vou dizer agora vai gerar alguma controvérsia, mas, na minha opinião, o futebol português tem evoluído muito a nível estrutural. Houve, notoriamente, uma evolução positiva ao nível da organização das competições nacionais e este crescimento só não é mais sustentado por culpa da grave crise financeira, que se alastrou a todos os clubes nacionais. Estamos a olhar para os modelos mais organizados do Mundo do Futebol (nomeadamente o inglês e o espanhol) e a tentar aprender e a implementar novas medidas, que têm tido bons resultados práticos nesses campeonatos. Sempre tendo em linha de conta que a nossa realidade é diferente (ou seja, inferior), convém assimilar algumas ideias que podem resultar em Portugal a curto/médio prazo. A criação das equipas B foi, quase de certeza, inspirada no sucesso que o futebol espanhol teve nos últimos anos e que reforça a competitividade na Segunda Liga Portuguesa e, ao mesmo tempo, cria rotinas de jogo a jogadores mais jovens (e portugueses), que ficam mais próximos da equipa principal do seu clube. Veja-se o exemplo do Marítimo, que foi, precisamente, a única equipa que manteve uma equipa B, durante estes anos, e que, sem muitos recursos, evoluiu imenso nos últimos tempos, através da inclusão, no seu plantel principal, de vários jogadores que se destacaram na sua equipa secundária.
Outro projecto, criado de forma lógica, mas que ainda carece de alguma estabilidade estrutural é a Taça da Liga Portuguesa. Já muito foi discutido e parece ser consensual que faltam criar motivações para a participação dos clubes mais pequenos nesta competição. Nos moldes em que está criada, para além do benefício óbvio que as eliminatórias finais dão aos grandes, o prémio final monetário não parece ser aliciante o suficiente para que as equipas mais pequenas coloquem em risco a sua participação no campeonato, para se empenharem, de forma mais competente, nesta competição. Apesar de ser um bom projecto, que visa apoiar a utilização de mais jogadores e a rotatividade dos plantéis, para além do reforço da competitividade entre os clubes, parece apenas faltar uma motivação final, para quem ganha esta competição… (um lugar nas competições europeias seria, digo eu, uma motivação mais do que suficiente).
Apesar de todas as críticas feitas à nossa estrutura desportiva parece-me que se têm feito esforços interessantes. É evidente que tudo necessita de melhorar, mas isso tanto se aplica aqui, em Portugal, como no estrangeiro. Porque estamos finalmente a caminhar no sentido correcto. Tanto a nível de clubes, como de selecções.

Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

As teimosias de Jorge Jesus

Artigo publicado no site Relvado no dia 21 de Agosto de 2012: 
http://relvado.sapo.pt/teimosias-jorge-jesus-parte-iii-437464


Cada vez me parece menos lógica e coerente esta aposta, quase cega, de Jorge Jesus em Melgarejo. Se no passado disse, e mantenho, que o paraguaio é um jogador de qualidade e que, com tempo, poderia ser adaptado a esta posição, também não deixo de reafirmar que essa aposta tem de ser executada de forma criteriosa e com inteligência.

Esta “invenção” de Jesus até poderia ter dado resultado se fosse efetuada num outro clube, que não fosse o Benfica. Num clube grande, onde a margem de erro é mínima, não se podem correr riscos desmedidos como este. Na pré-época ficou à vista de todos que o jogador paraguaio ainda tinha muitos problemas no capítulo defensivo. E apostar nele, num jogo de grau elevado como este, só podia ter dado este resultado. Não por culpa de Melgarejo, mas de Jesus.

Depois de Emerson e Roberto, o treinador do Benfica está prestes a criar um novo problema na equipa. A teimosia de Jorge Jesus é desmedida e está, neste momento, fora de controlo. Ficou à vista de todos que o Benfica perde 2 pontos na jornada inaugural por culpa do próprio treinador do Benfica. Por culpa de um treinador que expôs um jogador seu às críticas e a pressão externa. Fê-lo com Roberto e também com Emerson. E parece não ter aprendido com os erros do passado.

Ao ter garantido, depois do encontro, que Melgarejo vai continuar a ser titular, Jesus apenas está a colocar em perigo a posição do jogador. Sabe-se que qualquer que seja a equipa que o Benfica encontre, nesta altura, vai tentar sempre explorar este lado esquerdo da equipa, que se assume como o ponto mais débil do esquema tático encarnado. Não quero estar aqui a fazer previsões, mas parece-me certo que esta aposta, pelo menos para já, não pode dar certo.

Há muita expetativa e mediatismo à volta do jogador e não me parece que ele tenha, neste momento, as condições necessárias para ser uma aposta segura no onze titular. Por melhor que Melgarejo seja a atacar, não me parece que valha o risco de descobrir tanto a zona defensiva da equipa. E se, como se percebeu, Jesus não tem confiança em Luisinho, parece-me demasiado óbvio que o Benfica necessita de ir ao mercado para ir buscar um lateral-esquerdo equilibrado.

Com tantos caprichos e más decisões, não me parece que 4 ou 5 milhões de euros, nesta altura, sejam impeditivos para impedir outro desastre numa temporada. E Jesus tem tudo a perder e muito pouco a ganhar, nesta altura.