Sábado, 31 de Julho de 2010

Estudar? Para quê?

As crianças repetem o ano e essa repetição quase nunca é benéfica em termos de evolução da aprendizagem.” por: Isabel Alçada, Ministra da Educação.

Haveria alguma forma mais eficaz, do que facilitar e fazer a vontade aos alunos que não trabalham e que não se interessam pela escola? Creio que depois disto, o stock de medidas "inovadoras" da nossa ministra da educação atingiu o seu limite. As medidas de facilitismo não param.
A confirmar-se esta medida, pergunto-me a mim mesmo: o que vai um jovem pensar, a partir de agora, quando se aperceber de que pode faltar à vontade, deixar de estudar e chumbar em todos os exames, que a passagem de ano será sempre automática e pode, facilmente, concluir o 9º ano rapidamente.
É isso, sr.ª Ministra! Vamos motivar os burros e os que não trabalham e desmotivar aqueles que se esforçam e tentam lutar por um futuro melhor.

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Inception: O filme do ano


Se ainda não viu, não sabe o que está a perder. Uma história verdadeiramente única, com mais uma interpretação brilhante de Leonardo DiCaprio (será desta que vence o Óscar?). O filme é electrizante do princípio ao fim, e deixa qualquer pessoa presa ao ecrã. Não só pela adrenalina que o filme injecta no espectador, mas também pela brilhante forma como o filme está escrito. Qualquer desatenção durante o desenrolar da acção, pode ser fatal. É, de facto, um filme para ver com máxima atenção, e em constante raciocínio.
Inception arrisca-se a levar grande parte dos Óscares para casa. A banda sonora é perfeita, Dicaprio e Marion Cotillard estão soberbos e Christopher Nolan volta a ser o realizador de outro grande filme (depois de Dark Knight), que vai ficar na história de Hollywood.
Simplesmente, fenomenal.


Não se apressem, que não é preciso

Se Carlos Queiroz merece ser despedido? Há uns tempos atrás diria que não. Hoje, descortinados alguns dos imbróglios ligados ao seleccionador, digo que sim.
No entanto, em causa não está só o bom nome de Queiroz no meio de todo este processo. A confusão gerada em torno de todas as confusões que o próprio Carlos Queiroz provocou, está a prejudicar o futuro de Portugal.
Pelo que me parece, nem Madaíl, nem Queiroz, estão conscientes de que o primeiro jogo de apuramento para o Europeu da nossa selecção, realiza-se já no próximo dia 3 de Setembro. Ou estão ambos demasiado distraídos com todas estas questões extra-futebol, ou então, a sua preocupação não está ligada ao futuro da nossa selecção, mas sim aos euros que ambos podem vir a perder durante o desenrolar desta ´novela`, que ainda vai no seu começo.

António Feio (1954-2010)

Nunca sei bem o que dizer, em momento destes. Abri a caixa de mensagem do blogue, para deixar uma pequena homenagem a este grande senhor do entretenimento português, mas nenhuma palavra é capaz de descrever o que sinto neste momento. António Feio foi um dos ´grandes` do nosso país, e não pode nunca ser esquecido. Que descanse em paz.


Domingo, 25 de Julho de 2010

Os 3 grandes - versão 2010/2011: SL Benfica

SL Benfica: A agradável pressão de ser campeão

O Benfica 2009/2010 entra em campo, nesta nova temporada, com a ambição de revalidar o título conquistado na temporada passada. Mantendo a mesma estrutura técnica, e contando, praticamente, com o mesmo plantel da temporada passada, o Benfica apresenta um plantel capaz de se equivaler aos projectos propostos neste início de pré-temporada: ser bi-campeão nacional e fazer uma campanha na Liga dos Campeões que deixe uma boa imagem do nome do clube na Europa.A ideia de fazer uma equipa ainda mais ganhadora e que não comprometesse em momentos decisivos, fez com que Jorge Jesus alterasse duas peças no seu onze base. Uma por opção (Quim) e outra forçada (Di María). Para os seus lugares vieram, como se sabe, o guarda-redes espanhol Roberto e o Médio Interior argentino, Nico Gaitán.

Para as pessoas que acompanham Jesus, desde há uns anos para cá, a troca de guarda-redes não surpreende. Aliás, eu próprio estranhei muito ver Quim como titular da baliza do Benfica durante todo o campeonato nacional. Isto porque Jesus não gosta de guarda-redes de baixa estatura. Quim tinha 1,84m e o agora actual guarda-redes, Roberto, tem 1,95m. Uma mudança clara na baliza do Benfica, que terá, com certeza, a mão de Jorge Jesus. O que não passaria pela cabeça do treinador do Benfica era que uma pré-temporada, efectuada contra adversários de nível claramente inferior ao do Benfica, resultasse em 14 golos sofridos em apenas 6 jogos (!), e onde o novo guarda-redes, Roberto, tem culpas no cartório na sua grande maioria. É mais do que certo que o jogador encarnado veio para ser titular. Para a baliza do Benfica, já não há aquela velha conversa de "treta", onde todos os jogadores partem com as mesmas possibilidades de serem titulares. Roberto custou muito dinheiro, vai continuar a jogar. Moreira e Júlio César bem podem dar o máximo, que nunca vão ter hipótese de jogar, exceptuando nas taças. No caso particular de Moreira, até confesso que nunca entendi bem a embirração dos treinadores com ele. Raramente compromete, é seguro, é querido pela massa adepta (o que num clube, como é o Benfica, é sempre importante) e até é, relativamente alto (mais até do que Quim). Portanto, caso a média de golos sofridos não aumente, os adeptos do Benfica vão ter de contar com Roberto para a baliza. Na minha opinião, um erro de casting, mas só o tempo dirá. De que o guarda-redes é alto, e rápido entre os postes, ninguém dúvida No entanto, tem fragilidades que não são normais para um guarda-redes de clube grande: o jogo do pés é péssimo e as saídas da baliza, ainda conseguem ser mais assustadoras. Talvez o peso dos 8,5 milhões até pesem na sua insegurança, mas estas debilidades não são apenas provocadas pela sua actual instabilidade. A dispendiosa contratação do Benfica, tem defeitos de fabrico. E esses problemas, nem Jesus será capaz de resolver.
Mais animadoras, foram as restantes contratações do Benfica. Começando pelo menos mediático, Fábio Faria, vejo nele qualidade. Em Novembro do ano passado, ainda antes de Coentrão aparecer no lado esquerdo da defesa, vi nele qualidades para ser, num futuro próximo, o lateral-esquerdo da nossa selecção. É claro que, agora, o cenário está posto de parte. Mais Fábio Faria pode lá chegar e ser uma opção válida. Basta, para isso, que tenha minutos e muita rodagem. Não como central, que aí me parece ser um jogador perfeitamente banal, mas como lateral-esquerdo.
Quanto a Jara, devo dizer que ainda vi muito pouco. Falhei a grande prova de afirmação do jogador, mesmo no início da pré-temporada, e dos jogos que vi, pouco apanhei. Tem, de facto, bons pormenores, boa qualidade técnica e rapidez de execução. Não é um Saviola, mas é um jogador que faz bem o lugar. A juntar à revelação Kardec, ao decisivio Wéldon e ao sempre útil, Nuno Gomes, o Benfica fica com um leque de avançados de grande qualidade, que será capaz de substituir, sempre que necessário, os dois titulares, Óscar Cardozo e Javier Saviola.

Chegamos finalmente àquele que é, a meu ver, a grande contratação deste Benfica, versão 2010/2011: Nicolás Gaitán. Um jogador diferente de Di María, mas com um estilo de jogo mais viável para o actual esquema de jogo do Benfica. Gaitán, como se tem visto, é um jogador que, ao contrário de Di María, procura fazer movimentos mais interiores, com combinações com Aimar, ou Saviola. Di María, pelo contrário, identificava-se mais com a imagem do extremo puro, que procura desequilibrar no um para um nas imediações da faixa lateral. Era, portanto, um jogador à parte. Tanto poderia brilhar e resolver o jogo numa iniciativa individual, como ficar durante 90 minutos afastado do jogo da equipa, sem encontrar o seu espaço no jogo. Já Gaitán, apresenta uma forma de jogar que se complementa com os restantes membros do ataque encarnado. Para além dos já referidos, Aimar e Saviola, onde o entendimento é notório, foi perceptível também, no jogo de ontem, que o entendimento com Fábio Coentrão pode funcionar muito bem. Com Gaitán a deslocar-se mais para o meio do terreno, Coentrão terá mais espaço para percorrer toda a faixa lateral do ataque do Benfica. A combinação entre os dois vai, certamente, funcionar, mas antes terá de passar pelo pequeno período de adaptação. Não só para Gaitán, mas também para Coentrão, que tem agora do seu lado, um jogador diferente de Di María.
Este Benfica acaba por ser uma versão mais avançada e com mais recursos do que o anterior. Apesar de ter perdido Di María, o Benfica apresenta um plantel mais forte do que na temporada passada. Para além de Ruben Amorim, Carlos Martins e Wéldon, que já eram consideradas opções de recurso acima da média, o Benfica conta agora com o reforço Jara e os já ambientados ao futebol da equipa, Aírton e Alan Kardec. Portanto, qualquer ausência no onze titular, pode ser prontamente reparada com outro jogador de um nível elevado, que nunca irá colocar em causa o rendimento da equipa. E assim, com um plantel edificado com algum tempo de preparação, este Benfica será certamente o principal candidato à vitória final. O favoritismo é, para já, da equipa de Jorge Jesus.

Os novos jogadores do Benfica, segundo os espanhóis

Esta não é a primeira vez, nem será com certeza a última, que um jornal espanhol se "distrai", e troca o nome de alguém na sua edição online. Bem sabemos que eles pouco se interessam com as novidades do nosso país, mas esta até teve a sua piada:

"La prensa deportiva lusa es unánime al destacar las actuaciones del argentino Paulo Aimar y del paraguayo Carlos Cardozo ("Tacuara"), en la victoria de anoche en partido amistoso Benfica-Mónaco, que los encarnados ganaron por 3-2." via As.Com

Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Os 3 grandes - versão 2010/2011: FC Porto

FC Porto: Investimento à procura de retorno

O investimento feito pelo FC Porto esta temporada, é a verdadeira prova de que o Porto é uma equipa com rigorosos hábitos de vitória. A opção de Pinto da Costa de despedir um treinador que conseguiu vencer duas taças na temporada passada e era tetra-campeão nacional, é exemplificativa da tremenda exigência que presidente e massa associativa têm para com o treinador e jogadores do plantel do FC Porto. Não há, portanto, dúvidas de que André Villas Boas vai ter o desafio da sua carreira. O ainda jovem treinador chega a um grande com um vasto currículo enquanto adjunto de José Mourinho, mas com pouquíssima experiência enquanto treinador principal. Fui uma das poucas pessoas que defendeu Jesualdo Ferreira na temporada passada. Não achei normal a sua dispensa. Despedir assim, sem mais nem menos, um treinador que venceu taças e ganhou 3 campeonatos nacionais não foi uma decisão inteligente. Ainda para mais, quando a aposta que se segue recai num treinador que ainda nada provou enquanto treinador principal. Nenhum clube pode ganhar sempre e o campeonato do ano passado não estava destinado para o Porto. Tão simples, como isto. Convém sempre saber ganhar, mas também convém saber perder. E o Porto, ao despedir Jesualdo, demonstrou não saber perder. Pinto da Costa foi incorrecto. O despedimento de Jesualdo proporcionou-se de tal forma, que acabou por transparecer a ideia de que o culpado pela má temporada do FC Porto foi apenas Jesualdo Ferreira. Será que é assim tão complicado para Pinto da Costa admitir que o Benfica e o SC Braga fizeram um campeonato soberbo e acima da média, onde não deram a mínima hipótese aos rivais de se juntarem à luta pelo título nacional. O Porto tem sido melhor nos últimos anos. E poucos contestam isso. O ano passado não foi. Acontece...
Para esta nova temporada, o Porto está obrigado a vencer. Villas Boas só pode ganhar. Se não vencer o campeonato, seguindo a lógica de Pinto da Costa, acaba despedido. Portanto, é o tudo ou nada para o FC Porto. As contratações de João Moutinho e James Rodríguez destacam-se em relação às demais, mas a principal aposta do FC Porto foi a de aumentar a profundidade do plantel. Excluindo os dois jogadores referidos, nenhuma das contratações do Porto entra directamente para a titularidade. Era perceptível que a equipa do Porto do ano passado, não tinha opções no banco, devidamente credíveis, para equilibrarem a equipa durante os 90 minutos. Valeri, Tomás Costa ou Orlando Sá, estavam longe de ser jogadores suficiente talentosos para serem opções imediatas ao onze inicial da equipa. Este ano, o Porto terá um plantel substancialmente mais forte e equilibrado. Para além dos reforços, o Porto vai ainda contar com Varela, Hulk ou Cristian Rodríguez na máxima força, o que engrandece a qualidade individual do plantel ´azul e branco`. Depois, como referi, há Moutinho e James. O jovem colombiano, ao contrário de Moutinho, não é uma aposta para o presente. James é ainda muito jovem e acabou de chegar à Europa, portanto a temporada que aí se avizinha vai servir essencialmente de adaptação a uma nova realidade, quer desportiva, quer cultural. Já Moutinho, aposta tudo nesta mudança. No Sporting, Moutinho parou no tempo e estagnou. Embora todos reconhecessem que o jogador tinha qualidade, o que é facto é que Moutinho nunca explodiu. Regular é certo, mas sem nunca deslumbrar. E esta mudança para o Porto pode mudar a carreira do jogador. Sabendo-se de antemão que a massa associativa e presidente do FC Porto são bem mais exigentes que as do Sporting, Moutinho vai agora jogar e trabalhar sobre maior pressão, o que só lhe fará bem. O jogador precisa de um empurrão, e acredito fortemente que será já neste ano, que Moutinho irá subir mais um degrau na sua carreira.
O Porto 2010/2011 vai viver uma época de grande pressão, em que qualquer deslize pode deitar tudo a perder. Mas, ao contrário do que se sucedeu na temporada passada, já sabe que conta com um rival à sua altura: o Benfica.

Sobre Carlos Queiroz

Vale a pena dar uma olhada.

Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Os 3 grandes - versão 2010/2011: Sporting CP

Sporting CP: Nova temporada, Renovação em progresso

As ambições do Sporting para esta temporada têm de ser elevadas. A época desastrosa da temporada passada tem de cair rapidamente no esquecimento de todos, e a melhor maneira de o fazer é construir uma equipa mais forte e ganhadora. É claro que na teoria, é tudo muito fácil e bonito. Mas na prática, tudo se complica. Até agora, olhando para o actual plantel do Sporting, não vejo melhorias substanciais. Quer se queira, quer não, o Sporting perdeu o capitão de equipa. E é notório que Paulo Sérgio está com imensas dificuldades para nomear o verdadeiro líder do grupo. E essa tarefa não está a ser nada fácil. Daniel Carriço é muito novo, Anderson Polga tem o futuro em causa, Pedro Mendes chegou à pouco tempo e Tiago é suplente. Não há soluções capazes para o posto e isso é motivo para causar muita apreensão ao treinador do Sporting.
Nem Paulo Sérgio, nem Costinha querem cometer erros do passado. É fácil para os adeptos do Sporting resolver a situação: vende-se metade do plantel e compram-se dúzias de jogadores, a torto e a direito. Mas, Costinha, nesse aspecto, está a trabalhar bem. A renovação total de um plantel, não é um processo de fácil resolução, que se efectiva em pouco menos de 2 meses. Independentemente dos resultados desta temporada, os adeptos do Sporting terão de ser pacientes. Pior do que na época passada, é praticamente impossível. Portanto, o ano que se avizinha, vai ser um verdadeiro teste à paciência dos adeptos do Sporting. Pessoalmente, não acredito em grandes feitos da equipa do Sporting. O campeonato está, a meu ver, entregue à luta entre Benfica e Porto, ficando o Sporting pronto para lutar pelo 3º lugar. Mas, a incapacidade da equipa em lutar pelo título não é impeditiva de o clube fazer outras coisas agradáveis durante a temporada. Paulo Sérgio pode apostar forte nas competições europeias e nas taças. A vitória numa das taças em que o clube se insere pode dar a confiança necessária a jogadores e adeptos, para o clube se relançar na luta "mano a mano" com Benfica e FC Porto.
Basta olhar para o plantel da equipa do Sporting, para se ver que não tem, nem metade dos argumentos dos dois rivais. Banco nem vê-lo e o onze titular ainda com muitas indefinições. Dos que transitam da época passada, há poucos que se podem afirmar como titular indiscutíveis. Percebe-se que Liédson está a descer e no ataque há poucas opções credíveis. Pongolle é, até ver, um flop, Postiga não quer nada com os golos e Saleiro ainda tem muito para provar. A contratação de Pavlyuchenko poderia ser uma tábua de salvação para o ataque da equipa. No meio campo há Pedro Mendes, que é a meu ver um dos melhores médios do campeonato português, e provavelmente Maniche, em quem os sportinguistas tem grande confiança, mas eu não. É uma questão de tempo até Maniche começar a cair de forma e André Santos lhe tirar o lugar. A contratação de Diogo Salomão para as alas, está a revelar-se como uma das boas apostas da direcção do Sporting, embora seja um erro crasso apostar no jogador para a equipa titular, no imediato. Yannick Djaló é jogador para sair (como é que ainda lá está??), e sobram Matías, Vukcevic e Jaime Valdés, que deverão ser opções válidas. É depois na defesa que residem os maiores problemas. Se nas laterais pouco à para saber (J.Pereira de um lado e Evaldo do outro), no centro residem imensos problemas. Polga está a prazo, Tonel está muito longe de ser um central de eleição e Torsiglieri, até ver, demonstra pouca ou nenhuma qualidade. Até final da temporada, vamos ver Paulo Sérgio a tentar encontrar o melhor parceiro para Daniel Carriço, no centro da defesa. Por fim, na baliza está visto que a solução deverá ser a mesma. Apesar das boas indicações de Vítor Golas, não tenho dúvidas de que Ruí Patrício deverá continuar a ser o titular da equipa do Sporting.
Será, portanto, uma época de transição para o Sporting. Não há capacidade para lutar pelo título, mas vejo uma equipa do Sporting mais equilibrada e com talentos equiparados aos do SC Braga. O terceiro lugar deverá ser o melhor que a equipa de Paulo Sérgio deverá conseguir no campeonato. A aposta forte desta temporada, para além da solidificação do grupo de trabalho, deve ser nas competições a eliminar. A conquista de alguma das taças nacionais, ou uma boa campanha na Liga Europa, podem ser a "rampa de lançamento" da equipa do Sporting para uma luta mais equilibrada com os outros 2 grandes portugueses.

Domingo, 18 de Julho de 2010

À atenção dos portugueses:

Eu compreendo que o que mais capta a atenção e o interesse das pessoas são os resultados de Benfica, Sporting ou Porto e da nossa Selecção Nacional em futebol. Mas existem mais assuntos desportivos interessantes, que podem interessar aos portugueses:
Ontem Portugal venceu a Liga Europeia de Volleyball, frente à poderosa selecção da Espanha. Hoje inicia-se o campeonato da Europa de sub-19 (Portugal-Itália) e disputa-se ainda a final da qualificação para o Mundial 2011 em Futebol de Praia (Portugal-Ucrânia. Jogos importantes, que interessam a qualquer amante de desporto.

Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Bravo, Sérgio Paulinho!

Depois de ter surpreendido os portugueses com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, o ciclista português voltou a fazer história com a vitória na 10ª etapa da mítica Volta a França em bicicleta. Um feito notável!

Domingo, 11 de Julho de 2010

Já dizia Maradona...

"Todas as faltas são sempre a favor da Espanha". E o jogo de hoje não fugiu à regra.

Mas para além de Howard Webb, os espanhóis têm muito a agradecer a Xavi e Iker Casillas por esta conquista. Em relação ao primeiro, confesso que me faltam adjectivos para conseguir qualificar as suas exibições. Sempre pronto para criar linhas de passe e com disponibilidade física impressionante, para carregar o jogo da Espanha durante os 90 minutos. Xavi foi o melhor jogador do Mundial e tem tudo para ser o próximo melhor jogador do Mundo. Já Casillas, que tantas vezes foi criticado pelos espanhóis, foi decisivo na final. Duas ou três intervenções de grande nível, que mantiveram a Espanha em jogo. Uma menção honrosa para os derrotados Sneijder e Robben e ainda para o decisivo Villa, que hoje esteve ligeiramente mais apagado do que nos outros encontros.

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

A (difícil) decisão de Lebron


Baseando-me em rumores que aparentavam ser verdadeiros, escrevi aqui, há alguns dias atrás, que os Chicago Bulls poderiam estar de regresso aos momentos de glória, de outros tempos.
No entanto, o mercado de transferências da NBA trocou-me as voltas: Chris Bosh seguiu viagem para Miami e Lebron James decidiu seguir-lhe as pisadas. Qualquer pessoa minimamente interessada em NBA percebe que estas duas transferências indicam que vamos ter na MESMA equipa Bosh, James e Dwyane Wade, que já lá andava e que é, a par de Lebron e Kobe Bryant, o melhor jogador da NBA.
A junção destes 3 jogadores na mesma equipa amedronta qualquer equipa da NBA. Os próprios jogadores e responsáveis dos Lakers devem estar, neste momento, com muitas dores de cabeça em relação a futuros embates com esta "nova" equipa de Miami. Se a equipa dos Heat, há um ano atrás, era autenticamente levada ao "colo" por Wade, neste ano terá mais dois jogadores que são mais do que capazes de fazer a diferença. Mas acaba por ser precisamente neste ponto que a equipa de Miami pode fragilizar. Retirando da equação estes 3 jogadores, o restante colectivo da equipa de Miami é perfeitamente banal. Frágil, talvez. Com um nível insuficiente para se debater, de igual para igual, com uma equipa mais forte na liga. E é por isto mesmo, que me vou manter de pé atrás perante esta nova "semi-dream team". Isto sem contar com a batalha de egos entre Wade e James, para se saber qual é a verdadeira estrela da equipa. E aí, as individualidades vão certamente prejudicar o colectivo e o funcionamento da equipa.
Colocando-me na pele de Lebron, certamente que não teria escolhido o mesmo destino. A ida para Miami coloca muita pressão em cima dos seus ombros e de Wade, porque, efectivamente, são eles quem podem fazer a diferença e afirmarem-se como as armas desta candidatura ao título da NBA. Por todos estes motivos, eu, no lugar de Lebron, teria ido para Chicago. Calculo que o "não ingresso" de James em Chicago, se prendeu por 2 factores: por um lado, e como já referi, a hipótese de fazer uma tripla de respeito com Wade e Bosh na equipa de Miami, e por outro, a hipótese de marcar a sua posição na história de um clube mais recente e com menos momentos de glória. Sabe-se que os Chicago foram um clube de grande sucesso durante a década de 90 e que grande parte desse sucesso se deve a Michael Jordan. E Lebron sabe que nunca vai conseguir apagar essa referência. Os Chicago serão sempre o clube de Jordan. Tal como os Lakers são de Kobe agora e, quem sabe, os Miami de Lebron. A ambição de ganhar e de criar um percurso vitorioso num clube pouco habituado a ganhar (apenas um título na sua história), fizeram com que Lebron optasse por este caminho.
Mas se tudo isto é verdade, também ninguém é capaz de negar que se Lebron fosse para Chicago, teria menos dificuldades em chegar rapidamente ao título da NBA. É que, ao contrário dos Miami, a equipa de Chicago tem uma base titular muito mais sólida e com muito mais opções de banco, do que os Heat. Com Noah, Deng, Rose, Hinrich, Miller, Gibson e o recém-chegado Carlos Boozer (belíssimo aquisição, por sinal), Lebron tinha todas as condições para ser a estrela mais cintilante desta equipa e, ao mesmo tempo, ter o suporte necessário para chegar ao sucesso. Isto porque, tal como disse há dias, o que falta a Chicago para chegar ao sucesso é somente um desequilibrador. Uma estrela se preferirem. E era só Lebron que lá faltava...

Terça-feira, 6 de Julho de 2010

A "maçã podre" do Sporting


Não digo que esteja totalmente surpreendido com a mudança de Moutinho para o dragão, porque não estou. A tremenda falta de carácter que revelou em diversas ocasiões, aliada às conhecidas declarações de Pinto da Costa sobre o jogador, indiciavam que, mais tarde ou mais cedo, o "casamento" entre as duas partes se iria consumar. Este negócio acaba por ser péssimo para o Sporting. Não só pelos valores em causa (que são baixos), mas também pelo simples facto de o clube perder o seu capitão (e suposto líder da equipa) para um rival directo na luta pelo título nacional. Isto considerando que a ambição dos dirigentes do Sporting, nesta temporada, é atacar o primeiro lugar.
Se formos olhar para os pormenores e desenvolvimentos do negócio "Moutinho-FC Porto", verificamos que quem acaba por sair beneficiado de todo este processo é João Moutinho e o FC Porto. Percebe-se que a acção do Porto em todo o negócio é muito inteligente: Pinto da Costa começou a fazer a aproximação ao jogador há algum tempo atrás e, com algumas movimentações de bastidores, foi fazendo ver a Moutinho e ao seu empresário que as condições que o jogador poderia usufruir no Porto iriam ser muito superiores. Moutinho, a partir do momento em que sabe que não é convocado para o Mundial e que não há interessados, força a saída do clube. Seja para onde for (sabia o jogador, perfeitamente, que o único destino possível era o FC Porto).
É aqui que, no meu entender, Bettencourt e a sua direcção fazem asneira. Cedem às exigências do jogador e fazem o que ele sempre quis. Resultado: Moutinho ganha mais e vai para onde quer. O FC Porto pressiona e consegue o jogador. E o Sporting cede a tudo e ganha pouco.
Qualquer jogador do Sporting, lendo um jornal e conhecendo todo o desenrolar do processo, chega à conclusão que pode fazer o que quiser e pressionar para sair do clube. No final, é o desejo do jogador que impera. Se Miguel Veloso ou Liédson, por exemplo, quiserem agora sair do clube, basta procurarem uma situação idêntica. Por que Moutinho agora, está onde quer e a rir-se com toda a situação. E a posição Bettencourt sai, mais uma vez, fragilizada.
E se um mal nunca vem só, eis que a equipa do Sporting volta a insistir nos erros do passado. A confirmarem-se os últimos rumores, será Daniel Carriço o novo capitão do Sporting. Será que não aprendem? Nomear outro miúdo como capitão do clube, é arriscar nova desgraça. Isto sem querer colocar o profissionalismo de Carriço em causa. Mas que é outro risco, ninguém pode negar.