
Tiago junta-se a um restrito grupo de jogadores, composto por Miguel, Paulo Ferreira e Simão, que decidiram abandonar a Selecção Nacional durante a caminhada, rumo ao Europeu de 2012, na Ucrânia e Polónia. Todos eles alegaram "motivos pessoais" na hora de dizer adeus. Para mim, não chega. Abdicar de jogar pela Selecção do nosso país é uma decisão que me custa a aceitar. Não entendo esta conversa das renúncias, nem nunca irei conseguir aceitá-la.
Jogar por Portugal deveria ser algo especial e deveria deixar qualquer jogador feliz, por representar o nosso país lá fora. Cada vez mais se verifica que, afinal, jogar pela Selecção pouco tem de especial para a maioria dos jogadores portugueses.
Pior ainda, é abdicar de jogar pela nossa selecção durante uma fase de qualificação, quando ainda se está a meio de uma fase arriscadíssima, como é a fase de qualificação. Qualquer erro, nesta altura, pode ser fatal para as aspirações da Selecção Portuguesa. E a atitude que estes 4 jogadores tiveram, nestes últimos meses, é a prova de que a maioria dos jogadores portugueses está-se nas tintas para aquilo que a nossa Selecção representa. Para os jogadores portugueses, a selecção é um palco para exibirem os seus dotes técnicos e arranjar mercado, e não para defender as cores de um país, que pouco ou nada lhes diz. E se esta mentalidade não mudar, nunca iremos ganhar nada. Vê-se bem, com a saída de Tiago, que, para eles, a nossa Selecção só serve para auto-promoção. Mais nada. Quando viu que estava a perder o lugar para Moutinho e Martins, Tiago, nem olhou para o facto de estar a meio de uma competição, e decidiu sair. Simão, quando viu que Nani lhe ia roubar o lugar, saiu. Miguel, depois de uma exibição desastrosa contra o Chipre, saiu. Paulo Ferreira, depois de várias exibições horríveis, também saiu.
Se já é vergonhoso abdicar de jogar pelo nosso país, pior é fazê-lo durante uma competição. Abandonar uma equipa, quando se vê que se vai perder o lugar, meus amigos, não é de profissional de futebol. E enquanto a nossa Selecção viver à custa destes meninos, que pensam primeiro nos seus interesses e, só depois nos da Selecção, nunca iremos ganhar uma competição internacional de Selecções. Sobre isso, não tenho a mínima dúvida.






