Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Ainda bem que voltou...


... e em boa hora o fez, diga-se de passagem. Para além do prazer que foi ver Portugal a qualificar-se para o Europeu de 2012 de forma categórica, houve algo que me deixou igualmente satisfeito: ver os dois grandes jogos de Miguel Veloso na posição que sempre foi a dele. Gosto de ver Miguel Veloso a jogar à bola. Sempre gostei. Não é um trinco à antiga que não sabe sair a jogar e que tem pouca qualidade de passe. Veloso é exactamente o oposto: o que lhe falta em capacidade física compensa no aspecto técnico: ocupa os espaços defensivos de forma exemplar, tem uma capacidade de passe tremenda e faz aquilo que muitos poucos trincos conseguem fazer com relativa tranquilidade: consegue sair a jogar com a bola e transportá-la para o ataque.
Foi bom que Portugal se tivesse qualificado para o Euro. Era quase uma obrigação. Melhor ainda, pensará Paulo Bento, é que ganhou jogadores para o Europeu. E se Veloso tiver cabeça, tem o lugar garantido, não só entre os 23 convocados, como no 11 titular. É jogador para palcos de maior visibilidade do que o Génova e o Europeu pode ser a sua "rampa de lançamento". Assim o espero, porque Miguel Veloso é um dos grandes talentos da equipa portuguesa.

Domingo, 6 de Novembro de 2011

E o prémio "Carlos Azenha" vai para...

Pedro Caixinha! Demasiado mau o trabalho que fez em Leiria e péssimo primeiro jogo à frente do Nacional da Madeira. Inacreditável que, frente ao último classificado do campeonato, consiga perder um jogo de forma tão infantil: ganhar um penalty, marcar golo e ficar a jogar contra 10 desde o décimo minuto não foram "brindes" suficientes para que conseguisse vencer hoje.
Confesso que ainda não consegui perceber o que Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, viu em Caixinha para o nomear treinador da equipa principal. Também não me interessa muito, confesso. Estarei mais interessado em saber quanto tempo vai aguentar este treinador à frente da equipa do Nacional. O começo não poderia ter sido pior...

Em sentido oposto, e porque também vale a pena elogiar, os meus parabéns a Daúto Faquirá, um dos bons treinadores do nosso campeonato. Muito discreto, mas sempre competente por onde passa (se não estou em erro, talvez tenha sido no Vitória de Setúbal o seu único trabalho menos satisfatório), este treinador merece crédito pelo que fez ontem: voltou a organizar muito bem a equipa e não entrou em euforias, mesmo depois da excelente exibição do Olhanense frente ao FC Porto. Com uma postura sóbria e tranquila, Faquirá é dos poucos treinadores que não procura sobressair, em detrimento da equipa. Merece um projecto superior, e vai tê-lo em breve, certamente.