
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Filmes a ter em conta para os próximos Óscares

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Entrevista com o capitão da Selecção Nacional de Futebol de Praia, Madjer
A entrevista que se segue foi conduzida por mim, com a ajuda de 3 comentadores, e insere-se no projecto "Bola na Rede", um programa de rádio dedicado ao Desporto. Esta entrevista ao atleta, Madjer, foi exibida no passado dia 8 de Dezembro. Para mais informações sobre o projecto e/ou a entrevista, basta entrarem no seguinte endereço: http://bolanaredeescsfm.blogspot.com/ . Aqui encontrarão todos os episódios deste programa e tudo aquilo que precisam de saber sobre o Bola na Rede.
A comemoração do 20º Programa do Bola na Rede é feita em grande, com um convidado especialíssimo: Depois do Guarda-Redes de Futsal, João Benedito, o 2º grande convidado do Bola na Rede dá pelo nome de Madjer, o capitão da Selecção Portuguesa de Futebol de Praia e um dos melhores (melhor, para muitos) jogadores do Mundo. Uma entrevista conduzida por Mário Cagica Oliveira e com os comentários de Afonso Mora da Silva (SCP), Nuno Alves (FCP) e Tiago Martins (SLB).
Aqui fica o podcast com o programa:
Reportagem: Feriados com História
Reportagem realizada no âmbito da cadeira de Ateliê de Imprensa II, leccionada pelo professor Paulo Moura.
Reportagem: O Que Significam os Dias de Descanso dos Portugueses
Feriados com História
“São dias de trabalho que se fossem realizados contribuiriam para aumentar a riqueza nacional, criar empregos e fomentar a produtividade da economia”. Foi esta a justificação de Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia de Portugal, para a abolição de 4 feriados nacionais, já no próximo ano de 2012. A decisão foi apresentada pelo governo, no passado dia 28 de Novembro de 2011, na reunião de Concertação Social. Em análise estão os feriados de 5 de Outubro e o 1º de Dezembro e, a estes dois, poderão somar-se o de 15 de Agosto e o dia do Corpo de Deus, segundo sugestão da própria Igreja Católica.
A principal questão que é agora colocada é por saber até que ponto a importância económica do país se pode sobrepor à valorização histórica e católica, que estes feriados representam. Para isso, será necessário fazer uma pequena contextualização histórica sobre cada um para saber o que vão, efectivamente, os portugueses deixar de celebrar nestes dias.
“Acabar com o feriado do 1º de Dezembro é uma estupidez”. Esta é a opinião do Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal sobre a extinção deste feriado. Segundo José Alarcão Troni, a importância do 1º de Dezembro é fulcral porque, efectivamente, “não existiria o 5 de Outubro, nem o 25 de Abril, nem o 1º de Maio”, se não fosse pela existência deste feriado. E o que significa, historicamente, este dia? O feriado do 1º de Dezembro remonta para o ano de 1640, no qual os portugueses concluíram o processo de Restauração da sua Independência, perante os espanhóis.
Tudo começou, no entanto, muito antes. Em finais do séc. XVI, o rei de Portugal D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Como era muito novo e não tinha herdeiros, Portugal ficou sem rei. Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, o tio-avô de D. Sebastião. No entanto, apenas reinou o país durante dois anos, porque existia muita discordância com o seu novo posto, enquanto rei de Portugal. A solução para a sucessão ao trono acabou por se consumar em 1580, nas cortes de Tomar, quando Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como novo rei de Portugal. Filipe II tinha direito ao trono por ser filho da Infanta D. Isabel e neto do rei português D. Manuel I. O domínio espanhol em Portugal acabou por durar 60 anos e ficou conhecido, na História, como o “Domínio Filipino” (Depois do reinado de Filipe II, sucederam-lhe ainda, em Portugal, Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Os portugueses, descontentes com esta governação, acabaram por se revoltar contra este domínio espanhol e, no dia 1 de Dezembro de 1640, organizaram um golpe palaciano (destinado a derrubar o rei e o seu governo), no Palácio Real, no Terreiro de Paço. O rei deposto, Filipe III, abandonou o trono de Portugal e os portugueses acabaram por escolher D. João IV, duque de Bragança, como o novo rei de Portugal.
“O 5 de Outubro é tão sagrado como o 25 de Abril”. Quem o diz é Mário Soares, antigo presidente de República Portuguesa, quando confrontado sobre a extinção deste dia, enquanto feriado nacional. E, ainda hoje, se há um dia que marca uma mudança radical na vertente política do nosso país, é o 5 de Outubro. Desde esse dia, em 1910, até aos dias de hoje, Portugal vive sob a égide de uma República, em detrimento de uma Monarquia. Os finais do séc. XIX marcaram um crescente descontentamento, por parte dos portugueses, em relação à forma como um rei poderia controlar os destinos de um país. As cedências, por parte dos portugueses, às exigências britânicas para a retirada das forças militares portuguesas de uma parcela do território africano (na questão do Mapa Cor-de-Rosa), foram capitais para a onda de crescente insatisfação perante os monárquicos. Portugal, que era, na altura, uma sociedade atrasada, com uma economia muito frágil, procurava por soluções e mudanças no seu sistema político. O ódio à Monarquia ia sendo fomentado pelos próprios republicanos, que começavam a vislumbrar fragilidades no modelo político monárquico.
A crescente divisão no seio da própria Monarquia, aliada a um descontentamento, cada vez maior, da sociedade portuguesa (com destaque para a questão do “Ultimato Britânico” e do regicídio do penúltimo rei de Portugal, D. Carlos, que foram os expoentes máximos desta instabilidade política) conduziram a uma revolta dos portugueses contra a Monarquia. Assim, no dia 5 de Outubro de 1910, um grupo de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, concluíram a revolta contra a Monarquia, suprimindo-a, de vez, do nosso sistema político e implementando a República, em Portugal. A República foi proclamada, em Lisboa, e o último rei, D. Manuel II, foi exilado do país, juntamente com a sua família. Teófilo Braga foi o primeiro presidente português, durante cerca de um ano, do Governo Provisório até às eleições. Depois, nas primeiras eleições republicanas portuguesas, Manuel de Arriaga acabou por ser eleito como o primeiro Presidente da República Portuguesa.
Diferentes, do ponto de vista histórico, mas igualmente simbólicos, através do seu cariz religioso, são os outros dois feriados, possivelmente, em extinção. Acabou por ser a própria Igreja Católica a sugerir que fossem estes dois, os feriados nacionais a serem extintos, no próximo ano de 2012. E são eles o feriado do Corpo de Deus e o de 15 de Agosto.
O feriado do Corpo de Deus não tem um dia definido e é sempre celebrado a uma quinta-feira (60 dias após o Domingo de Páscoa). A origem deste feriado remonta ao século XIII, onde a Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A celebração foi criada pelo Papa Urbano IV, em 1264 e, desde então, é comemorada todas as quintas-feiras, depois da Festa da Santíssima Trindade. O Corpo de Deus é uma exultação popular à Eucaristia, festejada em várias localidades do país, onde são realizadas procissões e festas religiosas e o caminho do cortejo é decorado com grandes tapetes coloridos.
O outro feriado nacional, conotado à religião, é o 15 de Agosto, também conhecido como o dia da Assunção da Virgem Maria. Este feriado é, actualmente, uma das principais festas do calendário religioso e comemora a elevação da Virgem Maria, em corpo e alma, à eternidade, para junto de Deus, de forma definitiva. Esta crença foi instituída como um dogma e foi definida pelo Papa Pio XII, em 1950, na sua Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”. Desde então, este dia, em Portugal, é celebrado, em diversas localidades, através de romarias e festas religiosas.
Religiosos ou Históricos, com maior ou menor importância, factor comum entre todos eles é a sua possível exclusão da lista de feriados nacionais em Portugal, a partir do ano de 2012. E agora, mais do que valorizar ideais espirituais ou celebrações históricas, o tempo, para o governo português, é de rentabilizar e salvar a actual economia portuguesa.
(Mário Alexandre Oliveira, nº 5608, Turma A de Jornalismo - Dezembro 2011)
Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Entrevista com a actriz e apresentadora, Cláudia Semedo
Cláudia SemedoQuinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
Entrevista com o capitão do Sporting CP e da Selecção Nacional de Futsal, João Benedito



