Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Diferença de Mentalidades


«Temos de superar estas coisas, que acontecem no futebol. Temos de olhar para aquilo que podemos controlar, aquilo que fazemos bem. Fizemos sempre isso, e assim continuaremos. Não podemos olhar para o que fez o árbitro. Resta-nos analisar, melhorar aquilo que não temos feito bem e continuar com aquilo que temos feito bem. É isso que faremos. Resta-nos analisar, melhorar aquilo que não temos feito bem e continuar com aquilo que temos feito bem. É isso que faremos.» - Pep Guardiola, treinador do FC Barcelona, depois de o empate entre a sua equipa e o Espanyol. O lance em questão refere-se a um penalty (e consequente expulsão de um jogador do Espanyol), no último minuto do encontro, que poderia dar os 3 pontos à equipa do Barcelona.

«O Polga é um jogador com sorte. Já é o segundo jogo em que devia ter levado o segundo amarelo, mas tem tido sempre sorte. Hoje deveria ter sido expulso e penso que com um jogador a mais isso faria toda a diferença.» - Vítor Pereira, treinador do FC Porto, depois de o empate entre a sua equipa e o Sporting CP. O lance a que o treinador se refere é uma expulsão (forçada, diga-se) do jogador, Anderson Polga, a 25 minutos do final do encontro.


Em duas citações apenas, podemos olhar para as diferenças de mentalidade entre dois treinadores de equipas de classe mundial. Tudo o que Vítor Pereira não podia fazer ontem era falar de arbitragens. A exibição do árbitro Pedro Proença, foi, provavelmente, uma das melhores dos últimos anos, em clássicos portugueses. E nem ele, nem Domingos, tinham razão para vir discutir as suas decisões, no final do encontro. O treinador do FC Porto, principalmente, teria a obrigação de olhar para aquilo que foi realmente o encontro e verificar que o principal motivo pelo qual o FC Porto não saiu de Alvalade com os 3 pontos foi, exclusivamente, por sua própria culpa. As opções do treinador do FC Porto, para variar, foram questionáveis e fica-lhe muito mal, no final de cada jogo, vir refugiar-se por trás das arbitragens, para esconder o fracasso das suas opções técnicas.
Olhando para outro lado da moeda, vemos Pep Guardiola, num jogo que dita o afastamento, para 5 pontos, da sua equipa em relação ao Real Madrid, a reagir, com classe, ao fracasso da sua equipa. O treinador espanhol tinha todos os motivos para questionar o lance (escandaloso) que o impediu de sair deste jogo com os 3 pontos, mas preferiu não o fazer. Sabe, o treinador espanhol, que noutras ocasiões as opções do árbitro já o favoreceram e optou, e muito bem, por não falar de arbitragens.
Assim se vê: uns optam pelo caminho da coerência e da classe. Outros preferem seguir pela outra via. E assim, em Portugal, nunca iremos a lado nenhum.

1 Comentários:

Mário Cagica Oliveira disse...

Imagem fornecida pelo Site: http://pt.daybreakingnews.com/image.axd?picture=2011%2F3%2FPep-Guardiola.jpg