Domingo, 11 de Março de 2012

Evolução em Coimbra


Já vai sendo habitual, de há uns tempos para cá, que esta equipa da Académica de Coimbra esteja cada vez mais sólida, no que diz respeito aos seus princípios de jogo. Ontem, no Estádio do Dragão, a equipa treinada pelo antigo jogador do FC Porto, Pedro Emanuel, deu uma lição táctica a Vítor Pereira sobre como atacar bem e, defender com critério, ao mesmo tempo. É óbvio que isto se aplica mais até ao momento em que Edinho fez o golo para a Académica, mas, mesmo assim, convém dar o mérito devido à forma como Pedro Emanuel abordou o jogo.
Causa-me alguma estranheza ver esta equipa tão mal posicionada no campeonato. Em Coimbra pratica-se bom futebol, com uma equipa extremamente bem organizada e sem receios, durante os 90 minutos. Gostaria de destacar os miúdos que estão a aparecer na Académica. David Simão e Adrien Silva são jogadores de clube grande e que, mais tarde ou mais cedo, vão ter a sua oportunidade nos seus clubes. Destaco, principalmente, o jovem Adrien, que, não jogasse numa Académica, e talvez já lhe tivesse sido concedida uma chamada à Selecção A, de Portugal. E, não, não é uma afirmação exagerada. Os pés de Adrien têm muito futebol para dar e só um cego, nesta altura, é que não vê o erro tremendo que o Sporting CP fará, se não integrar o jovem no seu plantel, no ano que vem.
Outro jovem, também ele das escolas do Sporting CP, com enorme valia é Cédric Soares. Ontem, voltou a provar o porquê de ter sido uma das grandes revelações do Mundial de Sub-20, por Portugal. Se, no caso de Adrien, a sua titularidade até poderia ser colocada em causa, no contexto actual do Sporting, quando falo em Cédric vejo-lhe muitas mais qualidades do que, seja João Pereira ou Arias, para ocupar o lado direito da defesa da equipa leonina. Um jogador muito rápido, seguro a defender e que sobe (com critério) muito bem no terreno. Considero-o a revelação do campeonato nessa posição.

Domingo, 4 de Março de 2012

Ainda sobre o clássico: Os Suspeitos do Costume


Emerson de um lado. James Rodríguez de outro. Já foi dito tudo sobre um e outro, neste blogue. O clássico decidiu-se no pormenor. Na qualidade de um e na falta dela de outro. De um lado, Jorge Jesus arriscou-se, há muito, com esta opção pelo lateral-esquerdo brasileiro. Capdevilla, como sempre disse, não é, em momento algum, inferior a Emerson, pelo que a sua ausência só pode ser explicada por motivos extra-futebol. Do outro lado, temos Vítor Pereira, que, apesar de muito criticado (inclusive por mim, confesso), teve a coragem de reagir às adversidades. Não tremeu com a desvantagem e arriscou tudo. Podia ter saído goleado da Luz, dado o risco que colocou em jogo. Mas não. Ganhou e saiu com uma vantagem preciosa para esta fase final do campeonato português. E são estes pequenos pormenores que, por vezes, fazem a diferença. Não acho que o campeonato esteja sentenciado. Mas a tarefa está facilitada e o FC Porto não costuma vacilar.