Sábado, 28 de Abril de 2012

Entrevista a Ricardo para o Programa "Bola na Rede" (Podcast)

Como prometido, aqui fica a entrevista feita pelo meu programa ao atleta, Ricardo, o mítico guarda-redes da Selecção Portuguesa de Futebol. Deixo aqui o podcast e para mais informações, relativamente ao programa e/ou entrevista, basta deslocarem-se a um dos seguintes endereços:


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O guarda-redes Ricardo, foi o 7º convidado do programa, depois de João Benedito, Madjer, Jorge Andrade, Daúto Faquirá, Carlos Lisboa e de Aurélio Pereira.



Espero que gostem da entrevista. 

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Entrevista a Ricardo para o Programa "Bola na Rede"



Hoje, o programa que eu coordeno, o "Bola na Rede", transmite-vos uma entrevista exclusiva com o Guarda-Redes, Internacional A, Ricardo. A entrevista poderá ser ouvida na ESCS FM (www.escsfm), às 20h. Contudo, para quem não tiver disponibilidade, irei colocar, posteriormente, o podcast da emissão. Este será o 33º Programa do "Bola na Rede", que já contou, como convidados, com figuras do Desporto como João Benedito, Madjer, Jorge Andrade, Daúto Faquirá, Carlos Lisboa ou Aurélio Pereira.

Para mais informações acerca do programa, ou da entrevista, podem ir a:
- http://bolanaredeescsfm.blogspot.pt/
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http://www.facebook.com/bolanaredeescsfm






Fiquem atentos!

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

O mérito de chegar à Final da Champions

Disse, na semana passada, que para se chegar a uma final é necessário, antes de mais, jogar com inteligência. Este argumento ganha ainda mais importância se a qualidade individual da outra equipa é superior às restantes. E foi assim, conhecendo as suas fragilidades e virtudes, que o Chelsea conseguiu superar o Barcelona. Arrisquei que o Chelsea iria conseguir chegar à final. Com um pouco de sorte e matreirice à mistura, lá o conseguiu. Chega, com mérito, à final.


No outro jogo das meias-finais da competição haveria, à partida, mais indefinição na hora do vencedor. A postura da equipa do Real Madrid, ontem, não foi digna de quem quer chegar à final. Depois de se ver a ganhar por 2-0, a equipa de Mourinho deixou jogar o adversário e isso acabou por ser o pior que podiam fazer, na altura. A enorme força ofensiva que o Bayern tem, fortificada pelos dois extremos Robben e Ribéry e por um ponta-de-lança, como há poucos no Mundo, diga-se, Mario Gómez, só poderia dar em golos. Deu apenas um, por sorte do Real. Se José Mourinho vai mesmo continuar em Espanha, já sabe por onde é que há-de começar a trabalhar. A defesa do Real Madrid continua a ser demasiado permeável e a conceder demasiados espaços aos adversários. É quase inacreditável a forma como os jogadores do Bayern tinham tanta facilidade em aparecer, isolados, dentro da grande área, comandada por Casillas. Chega a ser preocupante a forma como Khedira, por mais do que uma vez, teve de compensar o mau posicionamento defensivo de Sergio Ramos. Situação essa que já vem sendo decorrente, ao longo dos jogos. Não consigo conceber que Ramos tenha qualidade suficiente para ser titular na equipa do Real Madrid. Para além do seu mau posicionamento em campo, Ramos não tem estrutura mental suficiente para aguentar jogos de maior pressão. A abordagem que faz a alguns lances não deixa de parecer idêntica à de um juvenil, em princípio de carreira. Não é admissível que um jogador, com a experiência internacional de Sergio Ramos, continue a cometer erros infantis, que prejudicam gravemente o colectivo do Real (e atenção que não estou a falar, obviamente, do penalty). As debilidades de defesa do Real só são visíveis neste tipo de jogos, que é quando ele é, realmente, posta à prova. Durante toda a temporada, o génio de Ronaldo, Ozil ou Benzema ajudou disfarçar os problemas defensivos da equipa. Mas está mais do que visto que este Real precisa de jogadores novos: todos eles no sector mais recuado da equipa.

PS: Para mais logo, tal como disse, nos últimos dias, espero um Sporting CP pragmático, à procura do contra-ataque. Este percurso da equipa de Sá Pinto tem muitas semelhanças com o da equipa do Chelsea. Calmamente, sem se dar muito por ele, já só está a 90 minutos da Final da Liga Europa. É muito provável que hoje o Sporting sofra golos. Mas também há grande possibilidade de os marcar. E espero, embora duvide muito, que não se dê pela falta de Izmailov.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

"Banho Táctico" (mais um) de Sá Pinto em Bielsa


Referi, no post abaixo, que esta equipa de Sá Pinto podia surpreender. A forma cautelosa como aborda cada jogo, analisando as virtudes e defeitos do adversário, fazem do Sporting uma equipa extremamente perigosa, em qualquer momento do encontro. Excluiria, até hoje, a capacidade mental desta equipa para dar a volta a um resultado. No entanto, com muito querer, mas também com uma preciosa ajuda de Marcelo Bielsa, o Sporting conseguiu uma boa vantagem para jogar em Espanha. Olhando para os jogadores da equipa leonina, vê-se muito querer e muita vontade para chegar à final. As exibições de Polga, Insúa, Schaars ou de Capel são o exemplo disso mesmo. Depois haverá, como sempre, o destaque para Ricardo Sá Pinto. Fantástica a forma como colocou este Sporting a jogar, consoantes as suas possibilidades. É óbvio que esta equipa não tem o poderio individual do Benfica ou Porto, mas acaba por se saber adaptar às suas capacidades. Excelente do ponto de vista da entrega e irrepreensível em quase todos os capítulos táctico, durante o encontro.
Pela negativa, nesta partida, tem de se destacar a incapacidade de Marcelo Bielsa, no banco de suplentes. O Athletic Bilbao tem um forte poder ofensivo, mas, hoje, nem isso ficou visível. A exibição do Sporting provou que não são precisos muitos jogadores em zona de finalização para que uma equipa consiga ser mais perigosa. Bielsa abordou o jogo de forma pouco cuidada, descurando, muitas vezes, a zona mais defensiva do terreno. É absolutamente inacreditável que a equipa espanhola, mesmo colocando-se em vantagem (com um golo caído do céu, diga-se), não tenha sabido acautelar-se e jogar em contenção. Isso, sim, enervaria uma equipa como a do Sporting, que tem imensas dificuldades para "pegar nas rédeas" de um jogo e conduzir os processos ofensivos, durante todo o encontro. Bielsa optou por não mexer e tentar seguir a mesma ideia de jogo, esquecendo-se que tinha em mãos o Atl. Bilbao, e não o Barcelona. Perdeu o jogo. E bem. Um treinador português minimamente competente, nunca teria cometido um erro desta natureza. Mais isso, claro está, depende da filosofia de cada treinador.
E ainda há quem compare Bielsa a Mourinho ou Guardiola. Só dá para rir, claro. Quase tão cómico como  o rótulo empregue a Jorge Jesus de "mestre da táctica". Mas sobre isso, falaremos noutro dia.

Jogar com Inteligência


O jogo de ontem, entre o Chelsea e o Barcelona, foi uma prova concreta de que ter mais posse de bola num jogo de futebol não implica domínio. A forma como Roberto Di Matteo, o homem que se escondia na sombra de André Villas-Boas, montou a equipa foi exímia e demonstrou um tremendo conhecimento táctico, na abordagem de um jogo complicado, como se adivinhava, frente à equipa de Josep Guardiola. Di Matteo teve a noção de que a equipa do Barcelona apenas consegue pegar no jogo, a partir de um ataque organizado e de transições muito rápidas e, por isso mesmo, reforçou o seu meio-campo, cabendo a Ramires, Mata e a Drogba (Que jogaço fez o costa-marfinense. Uma entrega notável ao jogo!) as despesas ofensivas. No entanto, e apesar de ter jogadores, na sua equipa, com mais propensão ofensiva, nenhum deles, ontem, descurou os aspectos defensivos e a forte pressão no meio-campo ofensivo da equipa do Barcelona.
Sabia-se que este Chelsea, apesar de ter recebido fortes críticas, depois de o jogo com o Benfica, tinha qualidade. Mais: esta equipa de Di Matteo (que tem muita influência de Villas-Boas) tem tudo aquilo que é preciso para ganhar a competição. Sabe como gerir os tempos de jogo e é muito inteligente na abordagem de cada jogo. Ontem, para além de ter bloqueado, quase por completo, o jogo do Barcelona, investiu forte nos aspectos mais débeis da equipa de Guardiola, que se prendem, exactamente, com a abordagem nos lances aéreos. Sem Piqué, o Barcelona teve muitas dificuldades para contrariar o jogo de Drogba, Terry ou Cahill, nos lances de bola parada.
Se pudesse arriscar, diria que este Chelsea tem tudo para fazer história e eliminar este Barcelona, no Camp Nou. Nesta fase da competição, não é a componente ofensiva que faz a diferença. Tudo se resume à inteligência e à capacidade de estudar, ao pormenor, os aspectos mais débeis da equipa adversária. 

PS: Tudo aquilo que disse sobre o Chelsea, pode-se aplicar perfeitamente à equipa do Sporting CP. Nesta altura, Ricardo Sá Pinto tem sabido gerir muito bem as eliminatórias, de forma extremamente cautelosa, e isso pode ser fundamental para o sucesso nesta eliminatória da Liga Europa, frente ao Atl. Bilbao.

Sábado, 14 de Abril de 2012

"Como destruir uma equipa", por Roberto Mancini


Ver Tévez, Agüero e David Silva na frente de ataque do Manchester City deixa-me a pensar por que motivo continua Mario Balotelli a ter tanto destaque na equipa de Roberto Mancini. Cada vez me convenço mais de que o talento do italiano não chega, nem aos calcanhares, daquele tridente ofensivo da equipa de Manchester. A qualidade técnica de Silva, a agressividade de Tévez e a capacidade de explosão de Agüero, deveriam ter sido, mais do que suficientes, para que esta equipa vencesse o título. Por enquanto, a equipa está atrás. Culpe-se Mancini. O Manchester City tem jogadores para formar um plantel forte e competente, capaz de rivalizar com qualquer equipa no Mundo. O treinador italiano volta, novamente, a demonstrar que não tem tudo aquilo que é preciso para ser um grande treinador. 
E, pior do que qualquer falta de competência táctica, é a tremenda falta de liderança que o italiano tem para gerir um plantel. Afastou Tévez da equipa (garantido que nunca mais jogaria na equipa do City) e o argentino já está de volta. Agora, depois de pensar que estaria afastado do título, garantiu que Mario Balotelli também não jogaria mais na equipa do City, esta temporada. Com a derrota do rival, United, voltou a mudar o discurso, garantido que o jogador vai regressar, ainda nesta época. 
Sucessivas contradições de um treinador medíocre, que se arrisca a ser novamente substituído pelo melhor treinador do mundo, mesmo que vença a Premier League inglesa.

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Notas sobre o Dérbi


Foi um jogo aquém das minhas expectativas. Esperava um jogo menos táctico e mais disputado a nível do meio-campo. Nada disso aconteceu. Jorge Jesus, como vem sendo hábito, foi novamente ultrapassado no capítulo táctico e das decisões. Falhou, mais uma vez, com a inclusão de Emerson no onze. Mais do que uma teimosia, a insistência no brasileiro, tendo Capdevilla no banco, é uma ofensa para todos aqueles que percebem e gostam de Futebol. Emerson não tem, nem metade, do talento do espanhol e tudo aquilo que tem sido feito ao lateral do Benfica só pode ser visto como uma tremenda humilhação. Ver-se ultrapassado, assim, é tudo menos normal. Jesus voltou a não saber investir no jogo e de forma coerente. Nolito vem sempre muito tarde para jogo e Bruno César, incrivelmente, volta completar os 90 minutos.
Por outro lado, Ricardo Sá Pinto, voltou a surpreender e a ganhar a batalha táctica a Jorge Jesus (o que já vem sendo hábito). Sem medos, mas abordando o jogo de forma cautelosa, o treinador do Sporting lançou um meio-campo, sem Carriço, e apostou forte no contra-ataque, mal viu a sua equipa em vantagem. Sá Pinto, como todos os treinadores portugueses, já percebeu as fragilidades e inconsistências da equipa de Jesus. A propensão ofensiva do Benfica deixa sempre muitos espaços no seu meio-campo defensivo e, qualquer equipa minimamente competente, é capaz de aproveitar as lacunas. Assim fez o Porto de Villas-Boas, o Liverpool, o Chelsea, o Porto de Vítor Pereira e, agora, o Sporting de Sá Pinto. Não é difícil contrariar a equipa de Jesus. A pressão ofensiva e a capacidade para ocupar os espaços no meio-campo defensivo são fundamentais. O Sporting, hoje, fê-lo na perfeição. Não fez, como tenho lido, um jogo de encher o olho. Limitou-se a ser inteligente e a jogar com a falta de leitura de jogo de Jorge Jesus. Há muito que o digo, mas Izmailov, Capel e Matías fazem deste Sporting uma boa equipa. E Ricky Van Wolfswinkel voltou a provar que é um jogador cheio de debilidades técnicas e tácticas e que está a anos-luz dos restantes jogadores da frente de ataque do Sporting.
Em relação à arbitragem, volto a dizê-lo, Artur Soares Dias é a maior desilusão. Era um árbitro que apreciava e que, muito também por influência dos fiscais-de-linha, erra compulsivamente. Hoje falhou ele. E muito. A distribuir cartões, estupidamente, e por não ter marcado dois penaltys a favor do Benfica. 
Ainda assim, e perante tudo isto, há que o devido mérito à equipa do Sporting CP. Jorge Jesus, por seu lado, está claramente a mais na equipa do Benfica (digo isto há quase um ano) e perdeu todo o espaço de manobra, isto, claro, se se confirmar a conquista do título por parte do FC Porto.

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

O Dérbi do Tudo ou Nada

Enquanto que para o Sporting, pouco ou nada está em jogo, para o Benfica e também Jorge Jesus, está em jogo a ambição de toda uma temporada. É praticamente certo que, se a equipa encarnada não vence hoje, entregará o título ao FC Porto. Vítor Pereira, que tantos erros acumulou ao longo do ano, arrisca-se a ser campeão, quase por obra do acaso.


O Benfica entra, portanto, em jogo, com a pressão toda do seu lado para vencer num terreno difícil, em que o ambiente vai ser, certamente, muito hostil. Sem poder contar com Pablo Aimar, Jesus vê-se obrigado a ter de mexer no onze. A dúvida, segundo parece, reside entre um jogador tremendo, mas num estado de forma péssimo, que é Rodrigo, e um jogador motivadíssimo, como é Yannick Djálo. Excluído, segundo consta, está Nélson Oliveira, que voltou a demonstrar, em Londres, que ainda tem muito para aprender, nomeadamente no capítulo do jogo em equipa. O jovem português tem tudo para ser um grande jogador, mas enquanto não deixar o egoísmo de parte, nunca poderá ser uma opção indiscutível numa equipa, como é o Benfica. No lugar de Jorge Jesus, provavelmente, apostaria na motivação de Djaló, que, para além do bom jogo que fez em Londres, deverá estar determinado em provar o seu valor à sua antiga equipa. É uma aposta, que tanto pode  dar para o lado positivo, como para o negativo. Mesmo assim, vale o risco.
Por outro lado, o Sporting tem em jogo o seu prestígio, a oportunidade de "afastar" o Benfica do título e de ultrapassar o Marítimo, na classificação. Não são objectivos tão importantes como os do Benfica, nesta altura, mas têm de ser inspiradores, o suficiente, para que a equipa de Ricardo Sá Pinto se apresente em campo com grande motivação. Não me parece que o treinador do Sporting apresente grandes mudanças, daí que espere Capel e Izmailov nas faixas laterais, com Ricky Van Wolfswinkel na frente de ataque. No meio-campo, para além previsível titularidade de Carriço e Schaars, eu daria, de vez, o lugar de Elias a Matías Fernández, que já fez mais do que o suficiente para tirar o lugar ao jogador brasileiro. Ainda assim, tenho dúvidas de que Sá Pinto arrisque esta troca, para já.
Este jogo promete ser um excelente espectáculo de Futebol, uma vez que o empate não interessa a nenhuma das equipas. Tanto o Benfica, como o Sporting, vão jogar de forma mais ofensiva e, possivelmente, vão descurar, em alguns momentos do jogo, dos excessivos cuidados defensivos, que este tipo de jogo acarreta. Se tivesse que apostar, diria que este jogo vai ter golos. E mais do que um. A ver vamos.

Sábado, 7 de Abril de 2012

O Vitória de José Mota

Facto: com José Mota, o Vitória de Setúbal largou os últimos lugares da tabela e, em poucos jogos, "colou-se", na classificação, às equipas que jogam pela Europa.


Não há dúvidas de que esta equipa do Vitória tinha jogadores para fazer um campeonato muito melhor e mais consistente. Tem um dos melhores guarda-redes do nosso campeonato (falo, naturalmente, de Diego), um conjunto de jogadores experientes, habituados ao rigor e dificuldades da nossa Liga (como Ney Santos, Neca, Ricardo Silva, Hugo Leal, Jorge Gonçalves, Meyong ou Bruno Amaro) e alguns jogadores jovens, que conferem à equipa a irreverência e a capacidade de definir movimentos mais rápidos na transição ofensiva, como Targino, Rafael Lopes ou Bruno Gallo.
Acaba por ser uma pena que esta equipa apenas tenha despertado numa altura tão tardia do nosso campeonato. Não concordo com as opiniões de que os dirigentes, à frente do Vitória, não percebem de futebol. Antes pelo contrário. O modelo que o clube tem apresentado, nestes últimos anos, é seguro e demonstra que há um forte estudo de mercado, na altura de formar o seu plantel. Conciliar a experiência de vários jogadores habituados à Primeira Liga Portuguesa, com a qualidade de jogadores mais novos, mas com grande margem de progressão, não sai caro e é a melhor aposta possível, para um clube com os recursos, como o do Vitória.
O problema acaba por residir, essencialmente, na acumulação de erros amadores, que comprometem, quase sempre, as aspirações do clube. As apostas, quase sempre "furadas", em treinadores inexperientes como Carlos Azenha, Hélio, Quim ou Bruno Ribeiro, deram sempre mau resultado e o clube insistia em cometer os mesmos erros. Uma sucessão de erros anormal, para a qual não consigo arranjar explicação. No entanto, sempre que a aposta recaiu em treinadores mais experientes como Carlos Carvalhal, Manuel Fernandes ou, agora, José Mota, o clube conseguiu sempre atingir patamares aceitáveis e que lhe permitiam lutar por algo mais, que não fosse apenas a despromoção. Por agora, o 8º lugar é a realidade do Vitória. E podia ter sido ainda melhor, se o antigo treinador do Belenenses tivesse chegado mais cedo ao comando da equipa.

Nota: Convém ainda reforçar que, dos 27 jogadores do Vitória, apenas 5 não são portugueses.